Veja quais são as vacinas obrigatórias para bovinos no Brasil!

Veja quais são as vacinas obrigatórias para bovinos no Brasil!


A boa saúde do gado é vital para a produção máxima em qualquer sistema de produção, pois o gado deve ser saudável para atingir seu potencial de desempenho. Um plano de vacinação é um componente essencial para a saúde do rebanho. É comum as pessoas verem a vacina como uma despesa, quando, na realidade, trata-de de um investimento.
 

Vacinas obrigatórias

No Brasil, existem duas vacinas que são obrigatórias para bovinos:

1) Febre aftosa

A febre aftosa é uma enfermidade causada por vírus (família Picornaviridae, gênero Aphthovirus). É uma das doenças infecciosas mais contagiosas dos animais e acomete animais biungulados (de casco fendido) como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.

Esta doença pode acometer rapidamente criações inteiras. O vírus se dissipa pelo contato entre animais doentes e susceptíveis, e pode contaminar o solo, água, vestimentas, veículos, aparelhos e instalações. O vento pode transportar o vírus.

A doença atravessa fronteiras internacionais por meio do transporte de animais infectados e da importação de produtos de origem animal (principalmente carne com osso).

Os animais doentes:

Apresentam feridas (bolhas, aftas) na boca, nas tetas e entre as unhas;

• Salivam em excesso (babam), não comem e não bebem;

• Andam com dificuldade (manqueira);

• Se isolam dos outros animais;

• Apresentam febre alta, podendo ter tremores;

• Em vacas leiteiras pode haver diminuição rápida da produção de leite.

2) Brucelose

A brucelose é uma doença bacteriana contagiosa que afeta diferentes espécies animais e a população humana. No Brasil, o agente causador da brucelose bovina é a bactéria Brucella abortus.

Os principais sintomas da brucelose bovina são:

  • Abortos no terço final da gestação;
  • Natimortos ou nascimento de crias fracas;
  • Aumento no intervalo entre partos;
  • Dificuldade para emprenhar;
  • Retenção de placenta;
  • Inflamação dos testículos e baixa qualidade do sêmen;
  • Diminuição da produção de leite e carne.

Além dos problemas reprodutivos, os prejuízos decorrentes da ocorrência de brucelose no rebanho estão relacionados à diminuição da produção de leite e carne, que varia entre 10 e 25%, ao descarte de animais positivos e a desvalorização da atividade e dos alimentos produzidos nesta propriedade.

Consequentemente, ocorre uma desvantagem dessa propriedade na disputa por novos mercados, fazendo com que a brucelose gere prejuízos tanto para a saúde animal, quanto para a saúde humana e também para as finanças do produtor.

A brucelose é uma zoonose que continua trazendo riscos tanto para a saúde animal quanto para a saúde pública. Estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que a brucelose gera perdas da ordem de 20% a 25% na produção de leite e redução do tempo de vida produtiva dos animais, o que exige uma taxa de reposição de cerca de 30% e, consequentemente, gera custos para o produtor.

Em 2001, o MAPA criou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT) com o objetivo de promover o controle nos estados que tinham como meta diminuir os números de zoonoses. A proposta era e continua sendo caminhar para a erradicação.

Esse programa é baseado principalmente na vacinação obrigatória de bezerras entre 3 a 8 meses de idade com a vacina B19. A vacinação é realizada exclusivamente por veterinários ou vacinadores sob sua responsabilidade e os animais vacinados são marcados a ferro na cara esquerda.