Principais erros no fluxo de caixa de uma empresa

Principais erros no fluxo de caixa de uma empresa

Principais erros no fluxo de caixa

1 – Não saber interpretar as informações

A falta de um conhecimento técnico sobre as informações financeiras tornou-se um dos maiores desafios para a gestão de um negócio, que inclusive, é um dos maiores motivos de fechamento de empresas durante os primeiros anos de atuação. 

A falta de conhecimento também promove a tomada de decisões que não condizem com a realidade da empresa, as quais podem interferir nos resultados a longo prazo.

Mediante este ponto de vista, nota-se que um dos erros mais comuns se relaciona às vendas a prazo.

Diversos gestores tratam a estimativa de entrada já como uma garantia, se esquecendo da possibilidade de os clientes ficarem inadimplentes, o que resulta na perda de capital de giro que, por vezes, é notada somente no último momento. 

2 – Prática de uma política de crédito flexível

Entende-se que não é possível fazer negócios sem oferecer a possibilidade de parcelar as compras, porém, é preciso entender como esse modelo afeta a periodicidade da entrada de recursos. 

Se o empresário permite que os clientes parcelem as compras em até 90 dias, isso fortalece o relacionamento. 

Por outro lado, a exigência do pagamento à vista pode gerar um desequilíbrio na situação. 

Este fator pode ser readequado através de uma avaliação de crédito, na qual, se o cliente tiver um bom histórico de pagamento, será possível oferecer alternativas mais flexíveis. 

Além do que, é fundamental tentar adequar o prazo de recebimento das faturas para, pelo menos, dez dias antes da data de vencimento das contas, assegurando que o caixa da empresa fique com saldo positivo e consiga arcar com o pagamento de todas as despesas.

3 – O não lançamento das movimentações

Cada centavo é essencial na hora de equilibrar o fluxo de caixa de uma empresa, motivo que reforça a importância do registro de todas as movimentações financeiras, por mais irrelevantes que possam parecer.
Isso inclui até mesmo a cobrança de taxas, as quais podem deixar o saldo da conta bancária no negativo, gerando taxas e juros referentes ao cheque especial. 

É importante dizer que o fluxo de caixa é uma ferramenta de ampla abrangência, capaz de ser adaptada para promover a inclusão de um número específico de saídas, que vai desde as contas de luz, até o recolhimento de impostos. 

O empresário pode notar que há campos direcionados para o registro do saldo inicial e final decorrente do período a ser analisado, motivo pelo qual é importante se atentar à periodicidade dos lançamentos no intuito de que os resultados sejam condizentes com a realidade. 

4 – Mistura de finanças pessoais e empresariais

Este é um dos erros mais frequentes do pequeno empresário que ainda não tem consciência sobre a importância em separar a personalidade física da jurídica. 

Embora pareça simples pagar uma conta pessoal, como um cartão de crédito, com o dinheiro presente no caixa da empresa, é importante se lembrar que todas as operações devem ser registradas distintamente visando não afetar o Princípio da Entidade, o qual prevê que o patrimônio empresarial não pode e não deve ser utilizado em benefício próprio. 

Isso porque, além de gerar problemas no setor contábil, a remuneração dos sócios poderá ser paga somente após a apuração do saldo disponível, sendo assim, é importante extinguir essa prática capaz de gerar problemas no fluxo de caixa.

5 – O não acompanhamento dos indicadores financeiros

Apesar da relevância, deve-se reconhecer a necessidade de utilizar todos os recursos possíveis capazes de viabilizar a tomada de decisões, portanto, se o empresário ainda não recorreu à utilização dos indicadores financeiros, é importante observar as sugestões a seguir:

  • Evolução de custos fixos e variáveis — a sua apuração indica quanto a empresa deve produzir ou comercializar para cobri-los e, ainda, obter a margem de lucro;
  • Margem de contribuição — representa quanto a venda de produtos ou serviços contribuirá para que a empresa seja capaz de arcar com os custos e, posteriormente, gerar lucros;
  • Ponto de equilíbrio — é a quantidade de receita mínima que a empresa deve atingir para cobrir os custos e pagar as despesas;
  • Liquidez corrente — demonstra qual valor a empresa tem para receber em curto prazo se comparado com quanto precisa pagar no mesmo período.